Sobre o CEPESC

Salvador, Bahia, Brazil
CEPESC - Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. Nasceu do sonho, da utopia e da luta pela criação de um entidade que refletisse, a partir da perspectiva cristã e no contexto da diversidade cultural, social e religiosa brasileira e da Bahia, o mundo dos nossos dias de um modo abrangente e total, ou seja, nas suas dimensões social, econômica, política, educacional e religiosa. Por isso, adotou o lema Dignidade e plenitude da vida e da criação. Organizada em 23 de novembro de 1996, é uma entidade de caráter cultural, educacional, social e religioso. Tem como objetivos estimular, fazer e divulgar pesquisas no campo político, econômico, social, cultural e religioso e realizar trabalhos de educação, sociais, culturais e religiosos. Contato: 3266-5526

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pr. Djalma Torres será homenageado com o Prêmio de Direitos Humanos 2012

                          


A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República congratula o Pr Djalma Torres pela conquista do Prêmio Direitos Humanos 2012, na Categoria Diversidade Religiosa. A decisão foi tomada a partir de um processo seletivo, que culminou com a decisão da Comissão de Julgamento, no dia 29 de novembro de 2012 da sociedade brasileira sobre a necessidade do respeito aos Direitos Humanos. Em sua 18ª edição, a cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos ocorrerá na data provável de 17 de dezembro de 2012(aguardando confirmação da agenda da presidenta da República Dilma Rousseff), às 10 horas, no salão Nobre do Palácio do Planalto, Brasília/DF.
O prêmio é uma forma de reconhecimento pelo valioso trabalho que desenvolve em nome dos direitos fundamentais inerentes a todos os seres humanos, cada premiado receberá um troféu e um certificado, assinado pela excelentíssima senhora Presidenta da República Dilma Rousseff.

Djalma Torres, graduado em teologia e em ciências sociais, pós-graduado em História e Cultura da África e Afrodescendência, mestre em teologia. Articulado com o movimento ecumênico através de órgãos como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). Integra o Conselho Inter-religioso  do Projeto  Egbé de Koinonia, em Salvador. Liderou a Igreja Batista da Graça por cinco anos; Organizou e dirigiu a Igreja Batista Nazareth por mais de trinta anos. Idealizador, fundador e dirigente do Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão (CEPESC). É o responsável pela Fraternidade de Igrejas Evangélicas do Brasil, uma entidade que congrega igrejas e institutos que trabalham com questões religiosas e também está à frente da Igreja Evangélica Antioquia, uma comunidade alternativa composta por protestantes, católicos, espíritas, integrantes do candomblé e pessoas que não são filiadas a nenhuma confissão de fé.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO: 

Andréia Salles (71) 8663-0527
Maiara Fernandes (71) 8741-6807/ 9171- 5146

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Carta Ecumênica Sobre As Eleições 2012

Pr Djalma Torres


Em 07 de outubro próximo o país vai se mobilizar para a eleição de  prefeitos e vereadores. Na Bahia vão ser eleitos prefeitos, vices e vereadores para os 417 municípios do Estado.  Em Salvador vão ser eleitos o Prefeito, o Vice-Prefeito e 43 vereadores.  Estão disputando as eleições 6 candidatos à Prefeito, com os seus respectivos vices e mais de mil e duzentos  candidatos fazem campanha para a Câmara Municipal da Cidade.
O CEBIC – Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs, o CEPESC- Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão e a CESE - Coordenadoria Ecumênica de Serviço, juntos com outras igrejas, entidades, organizações e pessoas, preocupados com a situação política, econômica, social, cultural, ambiental e religiosa de Salvador, conscientes da importância deste momento político brasileiro, vêm apresentar aos candidatos e a sociedade baiana, algumas considerações que consideram fundamentais para o exercício da função públicas política em Salvador e no Estado da Bahia.
Salvador e as cidades da região metropolitana possuem uma população superior a 3 milhões de pessoas que hoje vivem o drama da falta de uma política eficiente de transporte, com engarrafamentos constantes e desastrosos, responsáveis pelo desconforto e  mal-estar diário a todos e todas que se deslocam pela cidade. Nessa multidão há trabalhadores, homens e mulheres, jovens, idosos e pessoas com necessidades especiais, que sofrem para cumprir horários e realizar tarefas diariamente.
Em Salvador há uma considerável parcela da população empobrecida,  sem emprego; há centenas de moradores de rua, de mendigos, muitos dos quais vivem como párias, perambulando pelas ruas da Cidade, comendo restos de comida nos  lixos dos condomínios, como bichos. 
Salvador e as cidades que a cercam – não é exclusividade delas - vêm se tornando focos de assaltos, roubos e assassinatos, causando medo e angústia em sua população, carente de segurança, sobretudo àquela parcela mais desprotegida e mais vulnerável pela pobreza e sofrimento em que vivem.
Salvador e cidades do recôncavo possuem um acervo patrimonial histórico, cultural e religioso que vem sendo depredado criminosamente, muitas vezes com a conivência de pessoas e autoridades que deveriam zelar pela sua preservação.
Salvador vem sendo violentada em nível insuportável. Suas ruas, calçadas, seus rios e matas estão sendo dizimados por uma crescente expansão do capital imobiliário, com prejuízos incalculáveis para a sustentabilidade ambiental.   O clamor dos que amam a Cidade e lutam pela preservação do seu patrimônio é sufocado pela insensibilidade dos seus governantes.
Salvador e várias cidades da Bahia são depositárias de uma pluralidade religiosa e cultural que vem sendo alvo de intolerância, sem que sejam tomadas as devidas providências por parte dos órgãos e entidades públicas responsáveis pela garantia constitucional de respeito e convivência com a pluralidade religiosa. Em alguns casos, ao contrário, a intolerância é perpetrada com o consentimento dos responsáveis pelo combate a tais crimes. 
Salvador, efetivamente, mais do que uma gestão administrativa, - Prefeitura e Câmara de Vereadores - precisa de líderes políticos éticos, comprometidos e sensíveis, que possam ter sobre ela um olhar sagrado, de valorização do seu patrimônio, de cultivo de sua história, de preservação dos seus valores e de cuidado com a dignidade da vida humana. 
É com esta preocupação que esta Carta é elaborada. Os que a assinam esperam que haja por parte dos que forem eleitos em outubro próximo, a sensibilidade  para  o exercício de um mandato político voltado para o bem-estar da Cidade e da melhoria da qualidade de vida de sua população.

Salvador, agosto de 2012

CEBIC – Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs:
Igreja Católica Apostólica Romana
Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil   
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil                                                                                               
Igreja Batista Nazareth
Igreja Católica Apostólica Independente     
Igreja da Trindade
Igreja Evangélica Antioquia
Fórum Inter-Religioso de Saúde do Recôncavo

CEPESC – Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão
Fraternidade de Igrejas e Comunidades Religiosas do Brasil

CESE – Coordenadoria Ecumênica de Serviço
Igreja Católica Apostólica Romana
Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
Igreja Presbiteriana Unida do Brasil
Aliança de Batistas do Brasil

sexta-feira, 18 de maio de 2012

OLHO GORDO


                                                                                         Maria Stella de Azevedo Santos




A minha função espiritual faz de mim uma intermediária entre o humano e o sagrado e para exercê-la da melhor maneira possível tenho como instrumento o Jogo de Búzios. Pessoas de diferentes idades, raças e até mesmo credos, buscam a ajuda desse oráculo. Surpreende-me o fato de que uma grande parte dos que me procuram sente-se vítimas de inveja.

Engraçado é que nunca, nem um só dia sequer, alguém chegou pedindo-me ajuda para se libertar da inveja que sentia dos outros. Será que só existem invejados? Onde estarão os invejosos? E o pior é quando consulto o oráculo e ele me diz que os problemas apresentados não são decorrentes de inveja, a pessoa fica enfurecida.

Percebo logo que existe ali uma profunda insegurança, que gera uma necessidade de auto valorização. Se isso ocorresse apenas algumas vezes, menos mal, o problema é que esse comportamento é uma constante. Isso me leva a pensar que cada pessoa precisa olhar dentro de si, tentar perceber em que grau a inveja existe dentro dela, para assim buscar controlar e emanar este sentimento, de modo que ela não venha a atuar de maneira prejudicial ao outro, mas principalmente a si, pois qualquer energia que emitimos, reflete primeiro em nós mesmos.

Uma fábula sobre a inveja serve para nossa reflexão: Uma cobra deu para perseguir um vagalume, cuja única atividade era brilhar. Muito trabalho deu o animalzinho brilhante à insistente cobra, que não desistia de seu intento. Já exausto de tanto fugir e sem possuir mais forças o vagalume parou e disse à cobra: – Posso fazer três perguntas? Relutante a cobra respondeu: – Não costumo conversar com quem vou destruir, mas vou abrir um precedente. O vagalume então perguntou: -Pertenço à sua cadeia alimentar?- Não, respondeu a cobra. – Fiz algum mal a você-?- Não, continuou respondendo a cobra.- Então por que me persegue?- perplexo, perguntou o brilhante inseto. A cobra respondeu: – Porque não suporto ver você brilhar, seu brilho me incomoda.

Ingênuas as pessoas que pensam que o brilho do outro tem o poder de ofuscar o seu. Cada um possui seu brilho próprio, que deve estar de acordo com sua função. Existem até pessoas cujas funções requerem simplicidade, onde o brilho natural só é percebido através do reflexo do olhar do outro.

Lembro-me de uma garotinha de apenas 10 anos de idade que a mãe me procurou para ajudá-la, pois ela ficava furiosa quando não tirava nota dez na escola. Comportamento que fazia com que seus coleguinhas se afastassem dela. Algumas tardes eu passei conversando com a garota. Um dia ela chegou me dizendo que não aparesentava mais o referido problema, que até tirou nota dois e não se incomodou.

Fiquei muito feliz, cheguei mesmo a ficar vaidosa, pois acreditei que aquela nova atitude era resultado de nossas conversas. Foi quando ela me disse:- Sabe por que não me incomodei de tirar nota dois, Mãe Stella? Ansiosa, perguntei:- Por que? Ao que ela me respondeu: – Porque o resto da turma tirou nota um. Rimos juntas da minha pretensa sabedoria de conselheira e do natural instinto de vaidade que ela possuía e que muito trabalho teria para domá-lo. O desejo que a garota possuía de brilhar mais do que os outros, com certeza atrairia para ela muitos problemas. Afinal, ela não queria ser sábia, ela queria ser vista.

O caso contado anteriormente fez lembrar-me de outro que eu presenciei, onde uma senhora repleta de ouro insistia em me dizer que as pessoas estavam olhando para ela com inveja. Cansada daquele queixume, disse-lhe que quem não quer ser visto, não se mostra.

A inveja é popularmente conhecida com olho gordo. Se não queremos ser atingidos pelo olho gordo do outro, devemos cuidar para que que nossos olhos emagreçam, não deixando que eles cresçam com o desejo de possuir o alheio. Já que fazemos dieta para nossos corpos serem saudáveis, devemos também fazer dieta para nossos olhos, pois eles refletem a beleza da alma. A tendência agora é, portanto, olhos magrinhos, mas não anoréxicos, pois alguns desejos eles precisam ter, de preferência desejos saudáveis.



Maria Stella de Azevedo Santos é Iyalorixá do Ilê Axé Opô Afonjá

quinta-feira, 3 de maio de 2012

DANÇA DAS DIFERENÇAS

Mãe Jaciara e o Pastor Djalma Torres dançando


Durante  a festa de aniversário de Mãe Stella de Oxossi, 87 anos da Mãe Stella de Oxossi, no Terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá o Pastor Djama Torres e a Yalorixá Jaciara Ribeiro, do Terreiro Abassá de Ogun deram um show de respeito mútuo e mostraram que são "pé de valsa", dançando juntos.

Mãe Jaciara e Pastor Djalma Torres

Difícil imaginar um Pastor protestante e uma Yalorixá sentados lado a lado, na mesma mesa, quiçá,  dançando. Realmente, para quem  não esteve presente é mesmo complicado acreditar nesta cena admirável e inusitada. Felizes foram aqueles que puderam  presenciar o respeito à liberdade religiosa.

Exemplo de respeito


                     "Bem-aventurado quem pode ser feliz nas diferenças" Pastor Djalma Torres.

MÃE STELLA DE OXÓSSI COMEMORA 87 ANOS DE IDADE

Mãe Stella

Durante um coquetel, no Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, Mãe Stella de Oxóssi recebeu Ontem (02), os convidados para comemorar o seu aniversário de 87 anos.

Iniciada no Candomblé há 73 anos por Mãe Senhora, Mãe Stella exerceu a função de Visitadora Sanitária por mais de trinta anos, mas a Yalorixá tornou-se famosa por artigos publicados em jornais, publicação de livros e participação em outros, como:  “E Dai Aconteceu o Encanto","Meu Tempo é Agora ", "Lineamentos da Religião dos Orixás - Memória de ternura", Òsósi - O Caçador de Alegrias","Owé - Provérbios","Epé Laiyé- terra viva".

O trabalho Social de Mãe Estela perante a comunidade e o povo de santo também lhe rederam vários prêmios, o mais recente deles, em 2010,  quando recebeu das mãos da vereadora Olívia Santana uma placa pelo centenário do terreiro Opó Afonjá ao lado do ministro da Cultura, Juca Ferreira e do secretário estadual da Cultura, Márcio Meirelles,  no Plenário da Câmara de Salvador, Bahia.


Em nome da família CEPESC o nosso PARABÉNS a uma das Yalorixás mais influentes do mundo. OKÊ ARÔ MÃE STELLA!
Pastor Djalma Torres e Mãe Stella

MOVIMENTO VOZES DE SALVADOR

O Antropólogo Ordep Serra

Ordep Serra

O MOVIMENTO VOZES DE SALVADOR vem a público denunciar a agressão criminosa de que a cidade foi vítima, atingida por sucessivos desmandos da administração iníqua e deletéria do Sr. João Henrique Barradas Carneiro, cujos despautérios, seguidos e crescentes, culminaram na sanção de uma lei municipal que desrespeita leis federai e à própria Constituição Brasileira, configurando um verdadeiro golpe contra a democracia e o estado de direito. É de conhecimento geral que Salvador foi reduzida a uma situação de descalabro por essa administração irresponsável, bisonha, divorciada do interesse público, complacente com a ganância imobiliária, hostil ao povo. São muitos os motivos para protesto: a degradação da orla, a devastação ambiental, a privatização descarada de espaços públicos, o colapso da mobilidade urbana com o estrangulamento crescente no trânsito, as roubalheiras no metrô e da Transferência do Direito de Construir - Transcon (entre outras rapinagens), a desmoralização do planejamento urbano, a sujeira, as ruas esburacadas, o aumento infrene da violência e da segregação da miséria e do turismo sexual, à precariedade dos serviços públicos de atendimento ao cidadão em todas as áreas básicas (com destaque para o péssimo funcionamento dos postos de saúde e das escolas municipais), os acordos subterrâneos com a máfia dos transportes e a máfia do lixo, o colapso financeiro do município, a falta de transparência em todos os planos de gestão, principalmente no tratamento das verbas e contas públicas, o agravamento das condições negativas que deterioram a qualidade de vida da população nas áreas da periferia e do miolo, o vilipêndio da cultura com o injurioso tratamento dispensado ao patrimônio histórico e artístico da cidade, o desrespeito sistemático aos artistas e produtores independentes, a mercantilização e grosseira deformação do carnaval baiano, das festas e tradições populares da urbe, o desfiguramento sistemático da paisagem soteropolitana por descaso do gestor e por sua conveniência com os interesses espúrios de quem a compromete e depreda. Já é muito, sem dúvida, todavia, um patamar ainda mais grave foi atingido com a açodada proposição e votação de um LOUOS em período exíguo, sem possibilidade de análise pelos edis, sem verdadeira consulta pública, reduzida á uma farsa, e com desacato a interdito judicial, alterando brutalmente o Plano Diretor do Desenvolvimento Urbano o PDDU, que deveria apenas regulamentar, mutilando o Conselho da Cidade antes d éter instalado o assim fazendo a violência à lei federal, a democracia participativa que a Constituição preconiza e ao interesse público. No bojo dessa legislação insana, sacrifica-se à ganância imobiliária a última grande reserva de mata atlântica de Salvador, o Vale Encantado, que inclui área sagrada para as religiões de matriz africana; além disso, aumenta-se estupidamente o gabarito das edificações da orla, de tal que promove o sombreamento das praias e reduz de forma criminosa a aeração da cidade, entre outras aberrações. O MOVIMENTO VOZES DE SALVADOR conclama todos os cidadãos a lutarem pelos seus direitos ameaçados, opondo-se a essa onda de violência que se volta contra a capital da Bahia e atinge de maneira brutal nossas leis maiores.
Salvador, 23 de Janeiro de 2012
Ordep Serra – Coordenador do Movimento Vozes de Salvador

Sobre o Movimento Vozes de Salvador

O Movimento Vozes de Salvador teve origem há dois anos, no contexto de debates e protestos contra a degradação desta Cidade, a queda acentuada e contínua da qualidade de vida de sua população, a devastação de seu patrimônio ambiental, de sua paisagem e de seus monumentos, a falta de um efetivo planejamento urbano que a contemple, o esbulho de seus valores, a obscena desigualdade que a envergonha, a sistemática subordinação do interesse público aos interesses privados — e, em particular, à ganância de empresas imobiliárias .

domingo, 8 de abril de 2012

PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

Djalma Torres




Esta semana que está chegando ao fim e até amanhã, domingo, o mundo cristão está voltado para os últimos dias de Jesus Cristo entre nós. Em celebrações litúrgicas bem elaboradas ou em cultos bem simples, os cristãos de todo o mundo recordam o sofrimento, a crucificação, a morte e a ressurreição daquele que é o Senhor da maior religião do mundo, o cristianismo. Dizemos, como cristãos, que esta é a semana da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Hoje vamos dedicar o programa a este tema tão caro aos cristãos.
Neste texto usamos o Evangelho de Mateus, sem deixar de registrar os relatos dos demais evangelhos quando houver diferenças nos textos ou registros de fatos que não constem em Mateus.
Tudo começa com a entrada triuinfal de Jesus em Jerusalém, no domingo, que hoje denominamos “Domingo de Ramos”. Ele é aclamado pelo povo, - uma multidão - que o reverencia como “o bendito que vem em nome do Senhor”. Este episódio é registrado pelos quatro Evangelhos.
Do domingo até à quarta-feira ele realiza muita coisa em Jerusalém: expulsa os que se aproveitam da festa para explorar os pobres com a venda de animais para o sacrifício, realiza curas e milagres no templo, discute com as autoridades religiosas judáicas, profere várias parábolas, lamenta a incrudelidade de Jerusalém, profetiza a destruição do templo e se dá conta de que vai chegando o momento pior de sua vida, marcada por angústia e sofrimento. É a partir daí que tem lugar o que hoje celebramos como paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. É como um espetáculo em três atos, só que real, histórico, doloroso e divino.
PAIXÃO
Vamos ao primeiro ato. Depois de anunciar aos discípulos o que lhe estava aguardando, ele celebra com o seu grupo, a Páscoa. O texto está em Mateus, Capítulo 26, versos 17 à 19.
Este texto de Mateus, também presente em Marcos 14:12-16 e Lucas 22:7-13, dá início aos preparativos para a semana dolorosa vivida por Jesus Cristo. Jesus estava em Jerusalém para as comemorações anuais da festa da Páscoa, uma vez que, como judeu, devia ir ao templo para celebrar essa festa que lembrava a libertação da escravidão egípcia.
Aliás, vale lembrar que originalmente a páscoa era uma festa agrícola e pastoril, em que os agricultores e pecuaristas faziam oferta das primeiras colhetas e dos produtos dos seus rebanhos.