Sobre o CEPESC

Salvador, Bahia, Brazil
CEPESC - Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. Nasceu do sonho, da utopia e da luta pela criação de um entidade que refletisse, a partir da perspectiva cristã e no contexto da diversidade cultural, social e religiosa brasileira e da Bahia, o mundo dos nossos dias de um modo abrangente e total, ou seja, nas suas dimensões social, econômica, política, educacional e religiosa. Por isso, adotou o lema Dignidade e plenitude da vida e da criação. Organizada em 23 de novembro de 1996, é uma entidade de caráter cultural, educacional, social e religioso. Tem como objetivos estimular, fazer e divulgar pesquisas no campo político, econômico, social, cultural e religioso e realizar trabalhos de educação, sociais, culturais e religiosos. Contato: 3266-5526

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Valdemiro Santiago investe na aquisição de redes de TV




Líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago visa agora adquirir duas redes de TV. De acordo com a coluna da jornalista Keila Jimenez na “Folha de S. Paulo”, Valdomiro já estaria finalizando a compra da rede CNT de televisão, por quase R$ 500 milhões.

Proprietária da CNT, as Organizações Martinez teriam recebido representantes da igreja no Rio de Janeiro na última semana, quando foi definida a negociação. A rede possui 48 praças em todo o país, entre emissoras próprias, afiliadas e retransmissoras.

Além desta, Santiago também negocia desde 2012 a compra da Rede 21, pertencente ao Grupo Bandeirantes. Há quase cinco anos utilizando 22 horas diárias do canal, a Igreja Mundial do Poder de Deus deseja agora assumir o comando da emissora, em uma transação que beira aos R$ 700 milhões.

Para a finalização das compras, Valdemiro Santiago chegou a pedir aos seus fiéis uma “doação emergencial”. No apelo, são requisitados ao menos 100 mil pessoas para ajudar com uma doação de R$ 200 cada uma.

Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/valdomiro-santiago-investe-na-aquisi%C3%A7%C3%A3o-de-redes-de-tv-201052545.html


Mulher entra na Justiça e Igreja Universal do Reino de Deus devolverá dízimo



Uma mulher entrou na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus e conseguiu receber de volta seus dízimos. De acordo com uma publicação do jornal “Extra”, a mulher recebeu uma grande quantia de dinheiro após realizar um serviço e foi induzida pelo pastor a reverter o montante para a instituição religiosa. Pouco depois o homem fugiu da igreja, resultando em um processo de depressão na fiel, que ficou sem emprego e na miséria.
O processo, acompanhado pela 5ª Turma Cívil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a sentença, determinada pela 9ª Vara Cível de Brasília. Nela, a Igreja Universal do Reino de Deus deverá devolver os R$ 74.341,40 doados à antiga frequentadora, além de acrescer juros de mora de 1% ao mês.

A doação foi realizada a partir de dois cheques compensados em dezembro de 2003 e janeiro de 2004. Entretanto, a mulher decidiu acionar a Justiça somente em 2010, quando sua situação financeira já estava seriamente prejudicada.

Apesar de ter recorrido, a Igreja Universal do Reino de Deus não conseguiu cancelar a decisão. A igreja ainda chegou a afirmar que a mulher era uma empresária e que tinha rendimentos para poder se sustentar caso doasse o montante, na tentativa de se defender.



Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/mulher-entra-na-justi%C3%A7a-e-igreja-universal-do-reino-de-deus-devolver%C3%A1-d%C3%ADzimo-171057363.html

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DO DEUS DA VIDA AO DEUS DO MERCADO


Djalma Torres

Os protestantes chegaram ao Brasil ou aqui se organizaram em momentos históricos deferentes: os primeiros, no início do século XIX, a fim de dar assistência aos imigrantes europeus; décadas mais tarde chegaram várias denominações com propósitos missionários. Os pentecostais surgiram aqui mesmo, no início do século XX e os neopentecostais ou novos evangélicos, a partir da segunda metade do século passado.
Identificados como protestantes e também como evangélicos, esse segmento cristão primou sempre por seriedade de comportamento, separação entre Igreja e Estado e certa distância com relação a questões políticas, culturais e sociais, com honrosas exceções.
Davam ênfase à evangelização, à leitura da Bíblia e à fé em Jesus Cristo. E se mantinham discretos no comportamento. Assim fizeram história e assim têm vivido  ao longo de mais de um século.  Primavam por ética, justiça, direitos, etc. Havia cuidado e respeito na relação com a sociedade e, reserva, medo até, de inserção no mundo político e cultural do país.
É verdade que nem sempre estas características marcaram a vida e a prática de algumas denominações, ou de seus líderes e adeptos. É fácil identificar “pecados” no mundo protestante brasileiro, mas não há como negar a seriedade  com que se tem comportado diante da sociedade e o zelo que têm revelado com o próximo.
Os fiéis contribuem para o sustento do trabalho de suas igrejas e denominações: mantém pastores, escolas, abrigos, creches, asilos para idosos e sustentam missionários em diversos lugares, até fora do Brasil. Tudo tem girado em torno da expansão da Igreja e da denominação. Os pastores servem à Igreja e não controlam os recursos nem da Igreja e nem da denominação.   
Assim tem sido durante muitas décadas e ainda hoje algumas igrejas e denominações evangélicas se comportam com toda transparência.  Mas o mundo religioso protestante brasileiro tem mudado, não é mais o mesmo. Pelo menos vertentes do mundo conhecido como protestante mudaram. E mudaram de maneira assustadora.
Exemplos não faltam: O resultado de boas propinas tem sido motivo para agradecimento a Deus; aviões transportam dinheiro arrecadado de inocentes fiéis em campanhas indecentes em cultos diversos pelo país afora; em nome de Deus “milagres” impensáveis até por Jesus Cristo “são realizados”, pobres “enriquecem” como num passo de mágica e conchavos políticos são feitos sem nenhuma preocupação com ética e dignidade.  Há casos de reclamações, queixas e medidas judiciais por parte de muita gente que se considera lesada por essas igrejas. 
Como se todos estes fatos conhecidos não bastassem, fomos surpreendidos, recentemente, pela mídia, com a informação da concessão pelo governo brasileiro, de passaportes diplomáticos ao bispo Edir Macedo e esposa, ao apóstolo Valdemiro Santiago e esposa, ao missionário R. R. Soares e esposa, ao Pastor da Assembléia de Deus, Samuel Cássio Ferreira, e sua esposa, sob a argumentação, pelo Itamaraty, de que esse tipo de documento pode ser concedido a pessoas “em função do interesse do País”, de acordo com o Decreto 5.978, de 2006.
E mais absurdos vieram depois. Na semana passada a mesma imprensa nacional publicou artigo da revista norte-americana Forbes, especializada em informações de riquezas bilionárias pelo mundo, dando conta das maiores fortunas dos pastores evangélicos brasileiros, como segue: Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus,  US$ 950 milhões, correspondente, aproximadamente,  a 2 bilhões de reais. Ele também é dono de várias empresas, como a Rede Record, o jornal Folha Universal e uma gravadora de música gospel, entre outras; Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, US$220 milhões, que chega perto dos 500 milhões de reais; Silas Malafaia, da Igreja Assembléia de Deus Vitória em Cristo, US$ 150 milhões, que ultrapassa os 300 milhões de reais; R.R.Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, US$ 125 milhões, uma fortuna superior a 250 milhões de reais; e Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, US$ 65 milhões, superior a 130 milhões de reais.
O protestantismo brasileiro, mesmo com todas as suas fraquezas e múltiplas divisões, está longe de ser uma “empresa eclesiástica” como têm sido caracterizadas muitas das igrejas chamadas evangélicas em nossos dias.  Quão distantes estão elas da vida e dos ensinamentos de Jesus Cristo, - que dizemos ser o Senhor da Igreja – que afirmou ter vindo ao mundo para servir e não para ser servido e viveu peregrinando  pelos campos e vilas ajudando, gratuitamente, pessoas a reconquistarem a dignidade da vida. Quão lamentável que, em nome de Deus, líderes, donos de igrejas, acumulem fortunas espetaculares e se tornem tão poderosos que passem a merecer passaportes diplomáticos do governo brasileiro. Como entristece a alma saber  que o Deus da vida esteja sendo transformado no deus do mercado, no deus dos poderosos... evangélicos.

Salvador, Bahia, 25 de janeiro de 2012
Pr.Djalma Torres
torresdjalma@yahoo.com.br

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PASTOR DJALMA TORRES PARTICIPA DAS COMEMORAÇÕES DO DIA NACIONAL DE COMBATE A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Pastor Djalma Torres, durante a Cerimônia realizada na Câmara Municipal

Nesta segunda, 21, a Câmara Municipal de Salvador realizou uma cerimônia em comemoração ao dia de Combate a Intolerância Religiosa. A data oficializada em 2007, homenageia a sacerdotisa Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, Yalorixá do Terreiro Axé Abassá de Ogum, em Salvador. Mãe Gilda morreu de enfarto, após ver sua foto publicada no jornal de uma igreja evangélica, acompanhada de texto depreciativo.  A Igreja Universal do Reino de Deus, responsável pela publicação da Folha Universal, foi condenada a indenizar a família da yalorixá.
A cerimônia na Câmara foi aberta pela da vice-prefeita do município, Célia Sacramento, falando da importância do respeito a religiosidade alheia. Já a secretaria da secretaria Municipal de Reparação, Ivete Sacramento, chamou a atenção para o respeito ás diferenças e do direito de cada cidadão tem em professar a sua fé. O evento contou com a participação do coral da PM cantando o Hino nacional Brasileiro e o Hino da África do Sul.
Leonel Monteiro, Gicélia Cruz, Pe. José Carlos e Pr. Djalma Torres

Além das autoridades políticas, estiveram presentes também, o Padre José Carlos, o Pastor Djalma Torres, O ogan (sacerdote escolhido pelo orixá) e presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro-Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro, e a Teóloga Gilcélia Cruz.
O Padre José Carlos abriu o debate falando da importância do tema ser discutido dentro do âmbito político e da necessidade do poder público tratar com equidade todos os cidadãos. O Pastor Djalma Torres, lembrou que o Brasil é um Estado Laico onde se deve garantir o direito à diversidade e respeito à liberdade de consciência, culto e crença.  
O Ogan Leonel Monteiro apontou a discriminação religiosa sofrida por alguns terreiros de Salvador por parte da Prefeitura do município, na gestão anterior. Citando fatos como a cobrança indevida do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ao Terreiro da Casa Branca, em 2000 e a demolição do Terreiro Ilê Axé Oyá Unipó Neto em 2008.   A Teóloga Gilcélia Cruz afirmou que o preconceito racial é maior que o preconceito religioso. No final da cerimônia os palestrantes encerraram parabenizando a iniciativa da prefeitura e pedindo mais atenção de todas as secretarias, principalmente a Secretaria Municipal de Educação na aplicação da Lei Nº 10.639/2003, que regulamenta o ensino da História e Cultura Afro-brasileiras  nas escolas municipais.
Pr. Djalma Torres, Babá PC, Mãe Jaciara, Elias Sampaio e Olívia Santana

À noite, o Pastor Djalma Torres compareceu ao Terreiro Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó (Casa de Òsùmàrèna) na Vasco da Gama, para o lançamento do documentário “Mulheres de Axé: vozes contra a intolerância”. O público, recebido pelo anfitrião, Babá PC, sacerdote do templo, lotou o espaço reservado para apresentação do documentário.  Estiveram presentes também, a Yalorixá Jaciara Ribeiro do terreiro Axé Abassá de Ogum,  o secretário, Elias Sampaio, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial ( SEPROMI) e Olívia Santana, Secretária do PCdoB. 


O filme documenta a história de mulheres religiosas do Candomblé, a exemplo de Makota Valdina Pinto e a yalorixá Jaciara Ribeiro, além do depoimento do médium espírita José Medrado e do Pastor Djalma Torres, símbolo da luta contra a intolerância religiosa no estado. O documentário traz declarações que situam o público no debate sobre a intolerância, mesclando com as histórias de vida de personalidades que empenham esta luta em seu dia-a-dia e abordando o significado do dia 21 de janeiro.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

E NÃO TIVEMOS MISSA!



Inaldo da Paixão Santos Araújo, Vice- Presidente do TCE durante a celebração da cerimônia inter-religiosa


"A verdade prova que o tempo é o senhor/ Dos dois destinos, dos dois destinos/ Já que pra ser homem tem que ter/ A grandeza de um menino, de um menino/ No coração de quem faz a guerra/ Nascerá uma flor amarela/ Como um girassol/ Como um girassol/ Como um girassol amarelo, amarelo." (Cidade Negra)
"Qual o porquê dessa mudança?" Foi com esse indagar e com uma certa indignação, confesso, que reagi quando fui comunicado sobre a proposta – hoje concretizada – de se substituir a tradicional Missa de Natal da Corte de Contas baiana por um Culto Ecumênico.
Se, na mística Bahia, qualquer segunda ´lavagem de beco´ já é considerada tradição, o que não dizer de um celebrar com que, dos vinte e cinco anos que tenho de Casa, pude conviver 24 vezes?
Para mim, na condição de ex-acólito, o dia da Missa, principalmente as últimas, sabiamente celebradas pelo nosso Frei Paulo, era a data mais importante do Tribunal, pois era nesse momento que mais fazíamos o que deveria ser feito todos os dias: crer sempre em um tempo novo de paz e abraçarmo-nos como irmãos, não de sangue, mas de fé.
Assim, como qualquer ser humano, de pronto, questionei: para que mudar?
Sei, todavia, que o Estado é laico, embora nossa Carta Maior tenha sido promulgada sob a proteção de Deus.
Sei que há ação na justiça para se retirar os simbolismos dos órgãos públicos; para se retirar a expressão "Deus seja louvado" da nossa combalida moeda. Interpelo-me: se o Real já é o que é com a louvação ao Senhor, imagina como ficaríamos sem a proteção divina? Certos estão os americanos, quando afirmam: In God we trust.
Sei, por fim, que é natural, para a raça humana, reagir a mudanças, principalmente quando já se está em uma situação cômoda e não há relativa compreensão do que poderá ocorrer com o novo.
Tolice!  Inevitavelmente, como na canção, o "novo sempre vem". E, queiramos ou não, é sempre "vida que segue".
Todavia, quando vi o chamamento para participar da "Celebração Ecumênica de Confraternização de Final de Ano", materializado em um belo cartaz em formato de girassol, com as imagens dos representantes de seis segmentos religiosos – Sra. Ana Veloso (Umbanda), Pr. Djalma Torres (Igreja Batista), Pe. José Carlos Silva (Igreja Católica), Sr. José Medrado (Espiritismo), Sr. Luciano Ariel Gomes (Representante da Sociedade Israelita da Bahia), e Makota Valdina Pinto (Candomblé), e com o anúncio da participação de músicos da Orquestra Neojibá, encantei-me.
Não fiquei na contramão. Parei para refletir e participar. De fato, por que ser singular, quando podemos ser mais do que plural? Por que ouvir, apenas, a opinião de um, quando, sabido é que uma decisão colegiada é muito mais convincente? Por que não acreditar no amor entre os homens, sem importar a crença? Enfim, se apenas desejarmos o bem, seremos diferentes, sem deixarmos, nunca, de ser iguais, não é mesmo?
Razão assiste, portanto, à Mãe Stella, quando em seu artigo no A Tarde, de hoje (19/12/2012), relembra passagem bíblica: "há muitas moradas na casa de meu Pai" e que somos "diferentemente iguais".
Espero, assim, que essa confraternização seja marco de um verdadeiro redesenho de nossas práticas e de nossas vidas, porque não mudaremos o Tribunal se não repensarmos e transformarmos individualmente nossas ações.
Espero, como bem lembrou o médium José Medrado, também no mesmo jornal de folhas, que não nos esqueçamos, independentemente de egos, de que "o universo, lá fora, avança".
Espero que esse momento marque, de fato, o prenúncio de um novo ano de uma Nova Era.
Espero, também, que esse dia seja o verdadeiro advento de que a essência de todos os "ismos" é o amor, no seu sentido mais puro, que é o caritas.
 Afinal, está escrito na primeira carta de São João que "Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele" (1 Jo 4, 16).
Espero, por fim, que essa confraternização simbolize tempos de união, de compromisso, de amadurecimento, de responsabilidades, de perdão e de paz, pois tudo passa e a verdade sempre brota como um girassol amarelo.

Inaldo da Paixão Santos Araújo, mestre em Contabilidade, conselheiro vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado, professor e escritor. 

PR. DJALMA TORRES PARTICIPA DE CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA NO TCE




O Pr. Djalma Torres participou ontem, 19, de uma cerimônia ecumênica no auditório Tribunal de Conta do Estado (TCE). A celebração contou com a participação de outros representantes religiosos: Ana Veloso (Umbanda), Pe. José Carlos Silva (Igreja Católica), José Medrado (Espiritismo), Luciano Ariel Gomes (Representante da Sociedade Israelita da Bahia), e Makota Valdina (Candomblé). A abertura do evento foi realizada pelos músicos da Orquestra Neojibá que apresentaram músicas populares com caráter de concerto, homenageando Luiz Gonzaga e  Dorival Caymmi.
Este ano o TCE resolveu inovar, em vez da tradicional missa realizou uma Celebração Ecumênica de Confraternização de Final de Ano para os seus funcionários. No Plenário Lafayette Ponde o Presidente Zilton Rocha ao lado do Vice-Presidente Inaldo da paixão Araújo e dos conselheiros, Sérgio Spector e Almir Pereira da Silva, abriu agradecendo a presença de todos e destacando a importância de uma cerimônia inter-religiosa dentro da instituição e também fora dela.
O Vice-presidente, Inaldo da Paixão, fez um pronunciamento que destacou a impressão da maioria dos servidores: “a surpresa pela mudança na celebração.”, mas que culminou na importância do respeito aos praticantes de outras religiões, não só aos católicos. Além de destacar a relevância de uma solenidade de caráter inter-religioso para a sociedade, partindo de uma instituição estadual.
A cerimônia seguiu com explanações dos religiosos que agradeceram pela presença, confirmando a importância da reunião.
O Pastor Djalma Torres agradeceu a oportunidade de estar presente em significativa solenidade. Djalma que recebeu da Presidência da República, o Prêmio Direitos Humanos 2012, pela sua luta de quarenta anos em favor do diálogo inter-religioso aproveitou para dividir o prêmio com os colegas de caminhada e falar do progresso notado durante estes anos de atividade.
Ana Veloso, representante da Umbanda destacou que: “a umbanda é uma seita muito simples que caminha com Deus. Já o Pe. José Carlos Silva falou da necessidade de um Deus para a sociedade enfrentar problemas crescentes, como a violência urbana e o uso das drogas finalizou o seu discurso cantando um trecho da música  “Pétala” de Djavan: “Por ser exato O amor não cabe em si Por ser encantado O amor revela-se Por ser amor, Invade E fim!!..”
O médium José Medrado destacou a beleza da diversidade, tomando como exemplo um arranjo de flores com várias espécies diferentes. Medrado falou da necessidade de  praticar o bem, do abraço, da atenção ao outro ser humano e conclui pedindo aos participantes que levantassem e abraçassem aqueles que estivessem ao seu lado.
O representante da Associação Israelita da Bahia, Luciano Ariel Gomes, desejou aos presentes, “Shalon”, que significa bem estar completo. Ariel ressaltou que: “o nós é sempre maior do que o eu”.
Makota Valdina falou da importância da junção dos diferentes, afirmou que o preconceito nada mais é que: “o estreitamento da visão”.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

PR. DJALMA TORRES RECEBE PRÊMIO DIREITOS HUMANOS 2012



Pr. Djalma Torres ao lado da Presidenta Dilma


O Pastor Djalma Torres recebeu da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República nesta segunda-feira (17), em Brasília, o Prêmio de Direitos Humanos 2012. Em sua 18ª edição o Prêmio consiste na mais alta condecoração do governo brasileiro a pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações de destaque na área dos Direitos Humanos.

Protestante, escritor, mestre em Teologia, Djalma Torres, recebeu das mãos da Presidenta da República o prêmio na categoria Diversidade Religiosa, em reconhecimento da sua luta  favor do Ecumenismo e do Diálogo Inter-Religioso.

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), também participou da solenidade. Ao todo, foram condecoradas 17 pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvem ações de destaque na área dos direitos humanos. Dilma homenageou os premiados, “que dão voz aos que não têm voz. Falam por aqueles que ninguém defende”.


Confira abaixo a relação dos vencedores desta edição, em suas respectivas categorias:

1- Categoria Dorothy Stang: Luiz Couto
2-  Educação em Direitos Humanos: Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania de Marília,
3- Mídia e Direitos Humanos: Tim Lopes,
4- Centro de Referência em Direitos Humanos: Movimento das Mães da Cinelândia,
5- Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua: Núcleo Especializado de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo,
6- Enfrentamento à Violência: Valdênia Aparecida Paulino Lanfranchi
 7- Enfrentamento à Tortura: Maria Margarida Pressburger
 8- Direito à Memória e à Verdade: Centro de Defesa dos Direitos Humanos Grupo Ação Justiça e Paz de Petrópolis,
 9- Diversidade Religiosa: Pastor Djalma Rosa Torres;
10- Garantia dos Direitos da População LGBT: Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT;
11- Santa Quitéria do Maranhão: Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza;
12- Erradicação do Trabalho Escravo: Jônatas Andrade;
13- Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente: Obras Sociais do Centro Espírita Irmão Áureo (OSCEIA);
14- Garantia dos Direitos da Pessoa Idosa: Terezinha Tortelli;
15- Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência: Alexandre Carvalho Baroni;
16- Homenagem Especial: Dom Tomás Balduíno e Dom Pedro Casaldáliga;
17- Menção Honrosa: Levante Popular da Juventude de São Paulo



http://portal.sdh.gov.br/clientes/sedh/sedh/2012/12/12-dez-12-entrega-do-premio-direitos-humanos-2012-sera-na-proxima-segunda-17