Sobre o CEPESC

Salvador, Bahia, Brazil
CEPESC - Centro de Pesquisa, Estudos e Serviço Cristão. Nasceu do sonho, da utopia e da luta pela criação de um entidade que refletisse, a partir da perspectiva cristã e no contexto da diversidade cultural, social e religiosa brasileira e da Bahia, o mundo dos nossos dias de um modo abrangente e total, ou seja, nas suas dimensões social, econômica, política, educacional e religiosa. Por isso, adotou o lema Dignidade e plenitude da vida e da criação. Organizada em 23 de novembro de 1996, é uma entidade de caráter cultural, educacional, social e religioso. Tem como objetivos estimular, fazer e divulgar pesquisas no campo político, econômico, social, cultural e religioso e realizar trabalhos de educação, sociais, culturais e religiosos. Contato: 3266-5526

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ialorixá Stella de Oxóssi toma posse hoje na Academia de Letras da Bahia


Quando a Academia de Letras da Bahia - ALB  foi fundada, em 1917, o terreiro  Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, já tinha sete anos de existência. Comandado pela ialorixá Eugênia Anna dos Santos, a Mãe Aninha (1869-1938), o candomblé tinha preocupações básicas,  como garantir seu próprio funcionamento e o bem-estar de seus fiéis. Bem distantes das questões que ocupavam a elite intelectual da cidade.

Quase um século depois, os caminhos das duas instituições se cruzam hoje, com a posse de Mãe Stella de Oxóssi, 88 anos, primeira mãe de santo a se tornar imortal. A sessão acontece às 20h, na sede da ALB, em Nazaré, com saudação feita pela escritora e acadêmica Myriam Fraga.

No discurso que fará para os colegas, Mãe Stella refletirá sobre o significado de sua entrada na academia. “Foi uma surpresa agradável. Nem sabia que tinha espaço para mim naquela casa”, cutuca Mãe Stella. Mas, depois de refletir bem sobre o assunto, concluiu que já “fez por onde”. Ou, em outras palavras, que a distinção é fruto de seu reconhecido trabalho em prol da religião.

 “Acho que fiz muito para mostrar o que nós somos e por que estamos aqui”, afirma Mãe Stella, quinta na linha sucessória do Ilê Axé Opô Afonjá. “Quando comecei, era tudo muito escondido. Quando se perguntava a religião de alguém do candomblé ela dizia que era católica”, afirma a ialorixá, uma das primeiras lideranças a se manifestar amplamente contra o sincretismo na religião.

Narrativas
Na Academia, Mãe Stella  vai ocupar a  cadeira  33, cujo patrono é o poeta Castro Alves (1847-1871) e teve como último ocupante o historiador Ubiratan Castro (1949- 2013), de quem era amiga. “Acho que são desígnios do destino”, afirma Mãe Stella, que é admiradora da poesia de Castro Alves. Substituir Ubiratan, um dos poucos negros na história da casa baiana, também é motivo de orgulho.

“Vamos esperar que outros negros ocupem esses lugares. No meu caso, sou mulher, negra e ialorixá... Parece que a humanidade está se humanizando”, diz, com largo sorriso. Além da importância religiosa de Mãe Stella, sua escolha para a Academia destaca o interesse demonstrado pela literatura e a preocupação em falar sobre as tradições e principais fundamentos do candomblé.    

“O que não está escrito some, se perde”, resume Mãe Stella, que é autora de seis livros, publicados a partir de 1988. O último, lançado  ano passado, é a coletânea Opinião, que reúne textos de sua coluna no jornal A Tarde.

Filha de uma família classe média, Mãe Stella conta que sempre gostou de ler. Teve várias fases, como os romances açucarados da adolescência. Ela é formada em Enfermagem pela Ufba, profissão que exerceu até passar a se dedicar integralmente à religião.

Antigo x novo
Desde que foi iniciada no candomblé por Mãe Senhora (1942-1967), aos  14 anos, ela começou a estudar  aquele novo mundo. “Passei a prestar atenção nos preceitos, nas conversas e a fazer muitas anotações, pois nós temos nossa própria teologia”. Talvez o livro mais emblemático da ialorixá seja Meu Tempo É Agora (1993), no qual ela defende a importância do texto escrito dentro da religião, ainda fortemente baseada na oralidade. 

O próximo livro de Mãe Stella, que tem dois volumes e já está pronto, é sobre o jogo de búzios. “É o oráculo essencial,  a forma de nos comunicarmos com os orixás”, resume, acrescentando que não quer que as coisas que aprendeu fiquem só com ela. Assim como suas outras obras, destaca, trata-se de um trabalho coletivo, parceria com vários filhos de santo, que ajudam na pesquisa e na digitação. “No computador, sou analfabeta”, brinca.

 No comando do Afonjá desde 1976, Mãe Stella foi responsável por inciativas como a Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos e o Museu Ilê Ohum Lailai - Casa das Coisas Antigas, que funcionam dentro do próprio terreiro, ampliando sua atuação. O museu, criado em 1999,  é o xodó da ialorixá. Ela conta que a Casa de Oxalá, a maior nas dependências do terreiro e onde acontecem vários preceitos religiosos, acumulava uma grande quantidade de coisas antigas, com muito valor simbólico.

“Tinha muita coisa boa, roupas, ferramentas e objetos de culto. Até a capa do Xangô de Mãe Aninha estava lá. Daí veio a ideia do museu”, recorda.  A escola, de 1978, era um desejo antigo de Mãe Aninha, que queria ajudar na alfabetização da comunidade do terreiro. “Ela costuma dizer ‘eu  hei de  ver os meus filhos servindo a Xangô com um anel no dedo’”, recorda, referindo-se ao orixá que rege o Afonjá.

Oxóssi
Além de sua entrada para a Academia de Letras da Bahia, o dia de hoje é muito especial para Mãe Stella. Exatamente nesta data ela completa 74 anos de iniciação religiosa e dedicação ao orixá Oxóssi. Por conta da posse, a festa no terreiro será apenas para os mais chegados. Mãe Stella, que já dedicou um livro a Oxóssi, diz que o desafio do candomblé é aprender a se relacionar com as forças da natureza.

“Nós não sabemos exatamente como é Oxóssi. Estas representações que temos - aponta para esculturas e quadros de sua sala de visitas - são interpretações dos artistas”. Na mitologia, continua, seu orixá é guerreiro, caçador e justo, pois só mata para comer.


Entrar para o clube dos imortais no mesmo dia de seu orixá deve ser, no mínimo, um bom sinal. “Espero que minha entrada seja para somar”, diz Mãe Stella, que acredita que, na atualidade, o principal desafio do candomblé é a seriedade. “Para quem vem ver e para quem vem participar. Você só tem respeito se respeitar”.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

França institui 15 "mandamentos" do laicismo em escolas públicas

A Carta do Laicismo, uma declaração de princípios, direitos e deveres republicanos composta por 15 "mandamentos", está pendurada desde o início desta semana em lugar bem visível nas mais de 55 mil escolas públicas francesas, embora cerca de 8.800 colégios privados e mistos - na maioria católicos - ficaram eximidos de exibi-la. A declaração, que será exposta desde o jardim de infância até o bacharelado junto ao lema da República (Liberdade, Igualdade, Fraternidade) e à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, é uma das novidades da "refundação da escola republicana", a ambiciosa reforma educacional promovida por François Hollande e elaborada pelo ministro da Educação, Vincent Peillon, que foi aprovada em 8 de julho passado.
  
O objetivo da carta é reforçar o ensino do laicismo e a promoção da igualdade entre os alunos, embora o governo socialista tenha decidido adiar as aulas de moral laica e cidadã para 2015.

O texto, que salienta em seu artigo 14 a proibição de trajes ou distintivos religiosos "de forma ostensiva", provocou críticas de alguns setores da comunidade islâmica, que reúne 6 milhões de pessoas na França, porque considera que faz referências demais ao véu islâmico, proibido na França desde 2004.

"Muita gente tem uma representação errônea do laicismo", replicou o ministro Vincent Peillon ao apresentar a carta à imprensa; "para alguns alunos, o laicismo é hoje antes que mais nada uma proibição, uma ameaça, quando é justamente o contrário. O laicismo é o que permite a cada um construir sua própria liberdade, respeitando a dos demais."

A carta afirma em seu artigo primeiro que a França é uma república "indivisível, democrática, social e laica", que "garante a igualdade diante da lei de todos os seus cidadãos" e "respeita todas as crenças". O artigo 2º explica que "a República laica organiza a separação entre religião e Estado" e lembra: "Não existe uma religião de Estado". O terceiro estabelece que o laicismo "garante a liberdade de consciência": "cada um é livre para crer ou não crer e pode expressar livremente suas convicções".

O sexto mandamento lembra que o laicismo na escola "oferece aos alunos as condições para forjar sua personalidade, exercer seu livre-arbítrio e aprender cidadania", e os "protege de todo proselitismo e toda pressão que os impeça de fazer sua livre escolha". O sétimo garante a todos os estudantes "o acesso a uma cultura comum e compartilhada". A Carta do Laicismo também garante "a liberdade de expressão dos alunos" (artigo 8º), a "rejeição de todas as violências e discriminações" e "a igualdade entre meninas e meninos (artigo 9º), mas também obriga o pessoal escolar a "transmitir aos alunos o sentido e os valores do laicismo" (artigo 10º).

Os artigos 13 e 14 lembram aos estudantes os limites de sua liberdade: não podem "contestar os conteúdos do que lhes ensinam" nem "exibir ostensivamente símbolos ou trajes religiosos", nem faltar às aulas "alegando motivos religiosos ou políticos". O mais polêmico é o artigo 14, que afirma: "Nos centros públicos, as regras da vida nos diferentes espaços (...) respeitam o laicismo. É proibido usar signos ou artigos de vestimenta com os quais os alunos manifestem ostensivamente sua afiliação religiosa".

O presidente do Conselho Francês do Culto Muçulmano, Dalil Boubakeur, disse que esse artigo "se refere ao islã e lança um olhar oblíquo sobre a religião muçulmana", e expressou seu temor de que os muçulmanos da França se sintam "estigmatizados". Ao ser perguntado sobre a suposta islamofobia desse texto, o ministro socialista descartou que se refira a uma religião concreta. "Se equivocariam profundamente", afirmou Peillon. "O laicismo não se refere a uma religião em particular, porque exatamente põe todas em situação de igualdade. Na escola da República não se recebem pequenos muçulmanos, pequenos judeus, pequenos protestantes ou pequenos agnósticos, recebem-se alunos da República.

"As primeiras críticas de educadores e pais incidiram em que o texto não aborda as questões práticas relacionadas ao respeito pelo laicismo, como os cardápios dos refeitórios e as comemorações religiosas.

O defensor público francês, Dominique Baudis, decidiu que pedirá esclarecimentos ao Conselho de Estado sobre a aplicação das normas laicistas: "É urgente explicar as regras do jogo", afirmou, "sobretudo no que se refere a dois assuntos: os auxiliares voluntários, os acompanhantes ocasionais, como as mães, e os empregados do setor privado que trabalham nas creches subvencionadas pelo Estado".

Volta às aulas em números
Os objetivos da reforma educacional socialista, promulgada na França em 8 de julho, são permitir que os alunos aprendam mais, para que todos possam ter êxito, e formar os cidadãos do futuro. A França tem neste momento 12,2 milhões de alunos, 64.300 escolas públicas e privadas e 841.700 professores. Para o novo ano letivo, o governo contratou 8.200 novos professores e assinou 28 mil contratos subvencionados de auxiliares para três tarefas básicas: ajudar os diretores, reforçar as escolas com dificuldades e melhorar a atenção aos alunos incapacitados.

Com o fim de favorecer a volta das mães ao mercado de trabalho, a escolarização é antecipada para três anos e entra em vigor a semana de quatro dias e meio no primário. A reforma eleva o número de dias de colégio, que passará dos atuais 144 por ano (o mais baixo dos 34 países da OCDE) para 180. A novidade afetará este ano um em cada quatro escolares do primeiro grau, isto é, 1,3 milhão de alunos.

O Relatório Pisa de 2009 situa a França em 21º lugar no mundo em qualidade educacional, apesar de ter um dos sistemas mais caros. O custo por aluno de primeiro grau é de 5.870 euros, contra os 11.470 euros gastos no liceu geral e tecnológico.

DEVERES DO ALUNO REPUBLICANO

1. A França é uma República indivisível, laica, democrática e social, que respeita todas as crenças
2. A República laica organiza a separação entre religião e Estado. Não há religião de Estado
3. O laicismo garante a liberdade de consciência. Cada um é livre para crer ou não crer
4. O laicismo permite o exercício da cidadania, conciliando a liberdade de cada um com a igualdade e a fraternidade
5. A República garante o respeito a seus princípios nas escolas
6. O laicismo na escola oferece aos alunos as condições para forjar sua personalidade, os protege de todo proselitismo e toda pressão que os impeça de fazer sua livre escolha
7. Todos os estudantes têm garantido o acesso a uma cultura comum e compartilhada
8. A Carta do Laicismo também assegura a liberdade de expressão dos alunos
9. É garantida a rejeição das violências e discriminações e a igualdade entre meninas e meninos
10. O pessoal escolar é obrigado a transmitir aos alunos o sentido e os valores do laicismo
11. Os professores têm o dever de ser estritamente neutros
12. Os alunos não podem invocar uma convicção religiosa para discutir uma questão do programa
13. Ninguém pode rejeitar as regras da escola da República invocando sua afiliação religiosa
14. É proibido portar signos ou trajes com que os alunos manifestem ostensivamente sua afiliação religiosa
15. Por suas reflexões e atividades, os alunos contribuem para dar vida à laicidade no seio de seu centro escolar.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vítimas de abusos sexuais pedem a Papa Francisco que João Paulo II não seja canonizado

João Paulo II

Organizações ligadas às vítimas de abusos sexuais no México apelaram ao Papa Francisco que vete o processo de canonização de João Paulo II. O grupo pede que o ex-pontífice polonês não seja considerado santo até o fim das investigações de pedofilia que o Comitê de Direitos Humanos da ONU faz ao Vaticano.

Um grupo de ativistas e acadêmicos mexicanos, inclusive, lançou uma campanha internacional contra a canonização de Karol Wojtyla com o argumento que ele encobriu casos de pedofilia e pederastia na sua época de pontífice.

Segundo informações da Agência Ansa, os ativistas afirmam que o papa Francisco deveria rever o processo de canonização até que a ONU (Organização das Nações Unidas) conclua se a Igreja Católica, como entidade, teve participação ou não nos processos de abusos contra crianças e adolescentes.

"O Pontificado de João Paulo II ficou marcado por uma crise provocada pelos milhares de casos de abusos sexuais de sacerdotes contra crianças", disse o ex-padre Alberto Athié, um dos maiores opositores à ordem Legionários de Cristo.


Há duas semanas, o Vaticano anunciou que o Papa Francisco decidiu aprovar uma lei que criminaliza qualquer abuso físico ou sexual a menores de idade. A Igreja Católica já considerava crime atos violentos contra crianças e adolescentes, no entanto, a lei não abrangia a cidade-estado do Vaticano, que tem sua própria legislação e onde centenas de pessoas têm residência fixa. A notícia veio um dia após o anúncio que a ONU enviou uma lista de questionamentos ao Vaticano sobre abusos sexuais de menores cometidos por padres católicos.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Comissão Estadual da Verdade é empossada pelo governador

O governador Jaques Wagner empossou os sete membros da Comissão da Verdade estadual, na manhã desta terça-feira (20), durante solenidade no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo, em Salvador. Integram a comissão Amabília Almeida, Antônio Walter Pinheiro, Carlos Navarro Filho, Dulce Tamara Lamego Silva e Aquino, Jackson Chaves de Azevedo, Joviniano Neto e Vera Leonelli.

Com o objetivo de auxiliar a Comissão Nacional da Verdade, a Comissão Estadual vai apurar e esclarecer as violações de direitos humanos praticadas no período de 1946 a 1988, para contribuir com a efetivação do direito à memória e à verdade histórica e com a promoção da reconciliação nacional.


A comissão estadual tem dois anos para apresentar um relatório que permita à sociedade conhecer detalhes dos casos ocorridos no estado. O relatório final também deverá conter recomendações para o aprimoramento das instituições públicas, principalmente as de segurança pública.

Os membros empossados poderão levantar informações relacionadas às mortes e aos desaparecimentos registrados no estado, ouvindo vítimas e pessoas acusadas ou suspeitas de participação nos abusos e requisitando documentos que ajudem a compreender os fatos.

Wagner destacou a disposição do grupo para a realização do trabalho e a importância do resgate histórico. "Sabemos que essas ações não trazem as pessoas de volta, mas é fundamental que essa história seja contada, afinal, a democracia não foi sempre presente em nosso país".

Vinculada ao gabinete do governador baiano e à Fundação Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), a comissão estadual será coordenada pelo sociólogo, advogado e presidente do Grupo Tortura Nunca Mais da Bahia, Joviniano Neto.


Das 27 unidades da federação, nove já instalaram comitês da verdade próprios. Além da Bahia, também tem colegiados estaduais Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SÔNIA MOTA ASSUME DIRETORIA EXECUTIVA DA CESE


A Reverenda Sônia Gomes Mota, da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, assume, em agosto de 2013, a Diretoria Executiva da CESE. Natural de Muritiba, município do Recôncavo Baiano, formou-se em teologia no Instituto de Educação Teológica da Bahia (ITEBA), em 1992, onde iniciou sua caminhada ecumênica interreligiosa e sua conversão à Teologia da Libertação. Licenciou-se em filosofia na Universidade Federal da Bahia em 1997 e no ano de 2003 tornou-se mestre em teologia, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul.

Na entrevista a seguir, a diretora revela sua trajetória profissional e os desafios e expectativas de estar à frente de uma organização como a CESE, com uma trajetória de 40 anos na defesa da justiça, dos direitos humanos e no fortalecimento dos movimentos populares no país.

Sônia, como iniciou suas atividades no terceiro setor?

SÔNIA: Após a conclusão do mestrado, tive a oportunidade de trabalhar no CECA – Centro Ecumênico de Capacitação e Assessoria. Inicialmente trabalhei como assessora e, posteriormente, tornei-me coordenadora executiva. No CECA atuei em parceria com outras entidades, pastorais e movimentos sociais na luta pela defesa por direitos humanos, formação política e cidadania.


Como você se sente assumindo a direção executiva de uma organização como a CESE, com 40 anos de estrada?


Sinto-me honrada, feliz e muito desafiada, pois estou consciente da imensa responsabilidade que isso significa, afinal, uma instituição como CESE, com 40 anos de serviço e luta na defesa dos direitos humanos, justiça e paz, precisa continuar nesta caminhada, cada vez mais fortalecida. Tenho plena confiança na equipe e nas parcerias de trabalho. Posso contar com o apoio da diretoria e a equipe é muito comprometida e atuante. Sei que estarei muito bem assessorada.

Tem sido um desafio para a CESE aumentar o diálogo com as bases das igrejas e seu compromisso com as campanhas da CESE, a exemplo da Campanha Primavera para a Vida. Como reverenda da IPU, como pretende estreitar esses laços?

A CESE hoje é composta por seis igrejas cristãs, com representação na diretoria e no conselho fiscal da instituição. As igrejas têm sido, ao longo destes 40 anos, parceiras históricas e importantes, não só no aspecto institucional, mas em diversas ações e iniciativas da CESE. Penso que as parcerias podem ser aprofundadas, afinal, superar a realidade de injustiça e desigualdade é também o desejo das igrejas. É importante intensificar os laços com as bases das igrejas para juntos realizarmos a missão profética de denúncia e ação contra as injustiças.

Nunca se falou tanto de terceiro setor e de responsabilidade social no Brasil como agora, mas, muitas organizações, como a CESE,  estão preocupadas com sua sustentabilidade, já que a redução do apoio da cooperação internacional às ONG´s é uma realidade. Comente.


Esta é uma dura realidade que estamos enfrentando há algum tempo. Buscar alternativas de sustentabilidade e ampliar o espectro de agências de fomento tem sido a pauta de discussão e de planejamento de muitas instituições. Estamos passando por momentos de incertezas e por novos tipos de desafios. Para organizações sociais inseridas nas relações de cooperação internacional, não há como não se reorganizar e buscar alternativas no país. Uma estratégia bem elaborada para ampliação e diversificação de outras fontes internas de arrecadação é extremamente necessária. A mobilização de recursos internos é imprescindível. Por isto que a CESE, ao lado da ABONG e outras OSC´s, considera fundamental que seja logo aprovado um novo Marco Regulatório para que as organizações possam mobilizar recursos junto à sociedade civil e as fontes públicas, com legitimidade e transparência, a fim de que possam continuar realizando atividades tão importantes para o bem comum.



Algumas ONGs já adotam estratégias de marketing para mobilização de recursos e perceberam uma melhora em seus resultados, mas se encontram em um dilema: o aparente o risco de ter seus valores diluídos aos das corporações que a elas se aliam para concretizar seus investimentos sociais. Como a CESE pode avançar em mobilização sem  perder o alinhamento  e apoio aos movimentos populares?



É fato que precisamos buscar outras formas e estratégias para mobilizar recursos. Claro que isto deve ser feito obedecendo a critérios. Por isto penso que neste processo é necessário ter clareza sobre nossa identidade, o que queremos e que caminho vamos seguir. É preciso que tenhamos clareza dos nossos objetivos, analisar com cuidado se as parcerias não ferem os princípios da CESE e dos parceiros.

Boletim semanal da Igreja Evangélica Antioquia


IGREJA EVANGÉLICA ANTIOQUIA
Uma Igreja a serviço da fé e da vida
Rua Capelinha do Tororó, 1, 1º andar, Tororó
40050-120, Salvador, Bahia, Brasil

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Boletim Especial do Dia dos Pais
       Em 11 de agosto de 2013
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A comemoração do Dia dos Pais já é uma tradição no Brasil, desde a metade do século passado. Em que pese o apelo comercial, que é muito forte, a data tenta homenagear o pai, à semelhança do 2º domingo de maio, comemorativo do Dia das Mães. Essa tradição existe também em quase todo o mundo, em datas diversas. Assim acontece na América Latina e Caribe, na Europa e na Ásia. Parece que só na África não há um dia especial de homenagem aos pais.  

Vale a pena celebrar este dia. A figura do pai é exaltada na Bíblia, é motivo de estudo e crítica em diversas ciências e está sob questionamento na sociedade brasileira, sobretudo a partir da ascensão da mulher na sociedade.

Hoje nós vamos ter a oportunidade de falar sobre o assunto. Que pensa o homem a respeito do seu papel como pai na atualidade? E o que pensa dele a esposa, como  sua companheira e pai dos filhos do casal? E os filhos, o que pensam do seu pai?

Este, como dá pra sentir, é um dia especial: de homenagem e de reflexão; de gratidão e de críticas; de acerto de contas e do abraço fraterno e reconhecido.

Pr. Djalma Torres


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­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­PROGRAMA DE HOJE
Abertura: Oluzivone S.O.Torres
Acolhida e informações – Pr. Djalma Torres
Louvor e adoração:
Canto : “Canção da Chegada” e “Oh! Luz do Senhor”
            Oração da manhã
              Leitura da Bíblia – Salmo 128
                          Canto: “Apelo”                   
  Entrega das ofertas para a comunidade
Oração de agradecimento
  Pai: críticas e homenagens
              Fala da comunidade
  Encerramento





MENSAGEM AOS PAIS

Ser Pai

Ser pai é o desafio de ser semelhante ao Pai Eterno. Portanto, o pai é alguém que ama apaixonadamente seus filhos assim com Deus nos amou e deu-se, em Cristo, por nós.
Ser pai é limitar-se para que seus filhos cresçam. Portanto, o pai bem sucedido torna-se inútil.
Ser pai é criar os filhos em liberdade. Portanto, ser pai é ser escravo do amor para que os filhos sejam livres.
Ser pai a aprender a sofrer pelos filhos. Portanto, o pai não é plenamente livre.
Ser pai é esperar com paciência o retorno do(a) filho(a) amado(a). Portanto, ser pai é se preocupar sempre.
Ser pai é sofrer com os problemas dos filhos. Portanto, o pai tem suas dores.
Ser pai é compreender as fases dos filhos. Portanto, o pai bem sucedido é um diplomata.
Ser pai é dialogar com os filhos em todos os momentos. Portanto, o verdadeiro pai é um comunicador.
Ser pai é se alegrar com as alegrias dos filhos. Portanto, um bom pai é feliz.
Ser pai, finalmente, é espelhar a bondade do Pai Eterno. Portanto, o pai deve ser santo, mesmo com seus defeitos.

Pr. Júlio Borges de Macedo Filho,
Pastor em Brasília e escritor.


 INFORMES À COMUNIDADE

PRÓXIMA REUNIÃO DE ANTIOQUIA – 25 de agosto, último domingo do mês. Chegue no horário.

FAMÍLIA CARNEIRO – A querida irmã Vera Galeno está internada desde a sexta-feira passada no Hospital São Rafael. Ela piorou da cirurgia feita no joelho, há poucos meses. Hoje sentimos a falta da família conosco. Vera está no Apartamento 307 C, tel. 86330079. Desejamos-lhe plena recuperação.

DIVULGAÇÃO DA IEA – Estamos enviando o boletim da Igreja Evangélica Antioquia para várias pessoas da relação dos irmãos e irmãs da Comunidade. Também o boletim está sendo divulgado no blog do CEPESC. Para quem desejar acompanhar as publicações do Cepesc, é só acessar no Google: Blog do Cepesc.

SITUAÇÃO FINANCEIRA – Estamos precisando da ajuda de todos e todas para o pagamento das despesas da Comunidade. Participe com quanto você puder e quiser.




***  Pedimos a Deus que nos acompanhe a todos e todas durante os dias desta semana ***


 
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Advogado vai a Tribunal para apelar contra sentença de morte de Jesus Cristo


O advogado queniano Dola Indidis irá ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), na Holanda, para apelar contra a condenação e a sentença de morte que foram dadas a Jesus Cristo.
Esta não é a primeira vez que o advogado tenta recorrer da sentença de morte. Em 2007 ele levou o caso à Alta Corte do Quênia, que recusou ouví-lo. Para especialistas, a reação do TIJ deverá ser a mesma.
"É meu dever defender a dignidade de Jesus e eu tenho que ir à TIJ para buscar justiça para um homem de Nazaré. O julgamento seletivo e malicioso violou os seus direitos humanos através de uma má conduta judicial, abuso de poder e preconceito", afirmou Indidis à revista Time.

Os alvos do advogado são o governo e os líderes religiosos que proferiram a sentença a Jesus. Entre eles está o imperador romano Tibério. Como o Império Romano não existe mais e os líderes já morreram, Indidis planeja mover a ação contra Itália e Israel, que segundo ele teriam herdado as leis daqueles que sentenciaram Cristo.